ArtRio + IDA_Rio 2014

IDARIO2014

Hoje compartilho as novidades da IDA [ Feira de Design do Rio] e da ArtRio [Feira internacional de Arte do Rio de Janeiro] que aconteceu semana passado na cidade maravilhosa! [10-14SET2014]

Para aqueles interessados em arte, design e trends, a semana foi riquissima com muita informação. Além do Seminário de Arte Contemporânea no CCBB e a fantástica Mostra Salvador Dali, também no CCBB, acontecia na cidade a mostra paralela ARTRUA confirmando a importância da street art e ilustração dentro da arte. Os protagonistas, ArtRio e IDA tiveram agenda lotada com diálogos, intervenções, festas Vip e muita interação.

A IDA, feira que prestigia o design brasileiro, ressalta sua criatividade e o reconhece por sua excelência. O tema tratado, não poderia ser outro: DESIGN-ART com foco no design autoral. Entre as peças apresentadas, estavam a Poltrona Bergère Moeda (2014) de Zanini de Zanine, o Banco 24horas de Thales Pimenta (simplesmente original), as jóias de Mônica Pondé com destaque para a La Casquette em prata, a Mesa Makida III de Hugo França e a instalação Neon Traffic Dealer de Alê Jordão. Peças desenhadas ocm extrema originalidade e que aproximam o design autoral do consumidor final. É válido salientar as característisticas que envolvem o Design-Arte como o fato de o móvel ser tratado como objeto de arte, a promoção e valorização do mobiliário brasileiro, a forte conexão entre as artes visuais e o design, a preocupação em ultrapassar os limites do convencional, a econsciência (reuso de materiais e materiais ecologicamente corretos), o traçado atemporal das peças, o uso de técnicas experimentais diversas, a busca por concepções inovadoras.

Em Neon Traffic Dealer, Alê Jordão, através do objeto-obra, busca forjar e reter os significados dos modos de construir, deixando-os comunicativos e vivos no objeto. O neon prevalece e a desconstrução de letras caligráficas resultam na esculura/objeto de arte. A instalação de Alê Jordão resgata em uma escultura só muitas histórias, memórias, e faz com que o espectador se identifique com a obra pois dentro de cada um há uma vivência e ao entrar em contato com a obra, transbordam memórias e sentimento de nostalgia. Segundo o curador da obra, Baixo Ribeiro, o aparato foi combinado de modo a criar um ambiente onde a fruição da arte passou e ser parte natural de um processo vivencial coletivo. Ressalto aqui esta obra, pois ela nos prende, é convidativa, nos faz interagir, refletir, lembrar, imaginar, nos carrega para dentro dela, que ao mesmo tempo, entre suas diversas camadas de neon, faz a história se misturar, criando novas leituras de acordo com o ângulo da qual é vista, apreciada. Tem transparência, é fluida, é convidativa, é viva. Talvez aqui esteja seu lado mais fascinante.

Dentro do pavilhão 5, a IDA propôs a exposição Inéditos: design-arte apresentando 28 peças de tiragem limitada, produzidas por expoentes do design autoral brasileiro e com uma participacão italiana. A preocupação é oferecer uma olhar pouco óbvio sobre o móvel e reforçar seus cruzamentos com o mercado da arte.

Com curadoria de Alberto Vicente e Marcelo Vasconcellos, a exposição Inéditos lança mão do design especulativo e explora a tradição de técnicas vernaculares brasileiras, bem como as especulações giram em torno do descarte de produtos e materiai, e do amplo tema da sustentabilidade, como por exemplo, pode ser visto no trabalho de Alê Jordão, ou a atenção ao traço como a proposta de Ronald Scliar com a poltrona Zozimo.

Vale a pena mencionar a Poltrona Cadeira de Sogra, de Alfio Lisi, pois retrata a famosíssima discussãoAfinal, quem nasceu primeiro, o design ou a arte? Aliás, evoca a reflexão que domina a IDA 2014 e o mundo do design, relativa a sua apreciação como objeto de arte. A poltrona de arame farpado e pintura eletrostática se completam com a surpresa e o questionamneto sugeridos pela inserção de ovos verdadeiros em uma espécie de ninho.

ARTRIO

Na ArtRio, a programação incluiu talkings com temas relevantes no mercado da arte como o Status Artístico ( the status of art object); Compartlihar, Edutar- Interação social; Legitimação; Construindo histórias; Cápsula do tempo (permanência).  Lembrando que tanto na ArtRio, no Seminário de Arte Contemporânea, na IDA e na ArtRua a temática TEMPO esteve presente, relacionada direta ou indiretamente às memórias\histórias mostrando os novos caminhos da arte contemporânea e como esta deve ser pensada.

A ArtRio, uma das principais feiras de arte da América Latina, reúne importantes colecionadores, galerias e artistas e apresenta projetos curatoriais diferenciados.A ArtRio promove diversas ações ao longo do ano: ciclos de palestras, ArtRio Social, doação de obras de arte para museus, prêmio para jovens artistas, vídeos de arte brasileira. Nesta edição, estavam presentes galerias de todo o Brasil, Paris, Miami, Londres, Nova York…Pudemos ver deste Ernesto Neto, Yayoi Kusama, Volpi, Vik Muniz à arte experimental, por exemplo, apresentada pela YGallery de NY, com a obra do brasileiro Ianes. Merece destaque também a Carbono Galeria, de São Paulo, com a obra de Marcos Chaves (Boca, 2005\2014). No pátio externo, entre os pavilhões  e 5 aconteceu a LUPA, retrosprectiva ArtRio e no pavilhão 2 o Prêmio Foco Bradesco, com 3 instalações muito interessantes, sendo que uma delas dizia Favor tocar, ou seja, você pode participar ativamente da obra, pode interagir com ela, pode colocar um pouco de você na obra.

E como a arte contemporânea vai muito além do estático, diversos eventos paralelos acontecem no Rio de Janeiro, como intervenção Bradesco na Praça Paris, a mostra coletiva Artevida Parque no EAV Parque Lage, Artevida corpo na Casa França Brasil, Flâneur Ipanema (tour com o fotógrafo Demian Jacob e o ilustrador Kammal João), e as mostras no MAR (Tatu: futebol, adversidade e cultura da caatinga) e  Pororoca- A Amazônia no Mar.

MAR2014

Uma das obras que mais me chamou a atencão dentro da Mostra Pororoca- A Amazônia no Mar, exposta no MAR foi a série de Guy Veloso. Desta vez, a Amazônia foi tratada de forma diferente, fugindo do lugar comum. Sua cultura retratada de maneira artística, interessante, realmente instigante. 11 fotografias desta série compõe o acervo do MAR – Museu de Arte do Rio. Em 2012, a convite do 31º Arte Pará curado por Paulo Paulo Herkenhoff e Armando Queirós, Guy Veloso expôs individualmente na Igreja Jesuíta de Santo Alexandre (séc. XVII), exibindo fotos de rituais de matriz africana misturados com cristãos, algo nunca antes ocorrido em um templo católico em Belém-PA, pondo em prática no campo material algo sempre presente em sua poética fotográfica: negociação, risco e diálogo inter-religioso. Sobre a série, Paulo Herkenhoff discorre: “(…) Se é possível rezar sem entender as palavras (Derrida), em Veloso o espectador, não importa sua religião, comunga dos momentos de encontro com o sagrado. Contra as primazias e fundamentalismos religiosos, o artista aponta para a etimologia da palavra religião e a ideia de “religar” os homens acima de seus conflitos”.

GUYVELOSO POROROCA MAR

E para fechar esta semana especial, a ArtRio promoveu a festa de encerramento no lindíssimo Arte Clube Jacarandá, na qual tivemos a oportunidade de estar presentes, em casarão datado de 1914, brindando com Chandon, Kibon e Dj espetacular, além de podermos apreciar obras de Antonio Dias, José Bechara, Tomás Ribas e outros grandes nomes da Arte atualmente e receber uma preciosa muda de jacarandá.***

ARTECLUBEJACARANDA

Para quem esteve presente, #ficaadica > Pílula Anti Stresse by Zanini de Zanine

#ATÉ A PRÓXIMA ARTRIO

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