Todos os futuros do Mundo_56º Bienal de Veneza

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All the World’s Futures  | Todos os futuros do Mundo
Hoje, 09.Maio inaugura oficialmente para o público a 56º Exposição Internacional de Arte em Veneza [ La Biennale\ A Bienal ]. O evento que se estende até 22.Nov, acontece no Giardini della Biennale e no Arsenale, leva o título “All the World’s Futures“. Dirigido por Okwui Enwezor e organizado pela Biennale di Venezia liderado por Paolo Baratta.
São 89 participantes internacionais localizados nos pavilhões históricos Giardini e Arsenale e no centro histórico de Veneza. Estarão presentes pela 1º vez Granada, Maurícius, Mongólia, República de Moçambique, República das Ilhas Seychelles.  Além de 44 eventos paralelos oficiais.

A Mostra Internacional

A Mostra All the World’s Futures será realizada em percurso único incluindo 136 artistas dos quais 89 participam pela 1º vez e são provenientes de 53 países totalizando 159 novas produções nesta edição.

“A Bienal que completa 120 anos continua construindo história e sendo um ponto de partida para a observação do fenômeno da criação artística contemporânea.” Desta forma Paolo Baratta apresenta a 56ª edição da Bienal.

“Hoje o mundo nos parece permeado de fraturas, de fortes assimetrias e incertezas. Apesar do enorme progresso no conhecimento e na tecnologia, vivemos uma espécie de ‘era da ansiedade’. A Bienal volta a observar a relação entre arte e o desenvolvimento da uma realidade humana, social, política calçada pelas forças e fenômenos externos. Assim buscamos questionar de que forma as tensões do mundo externo recaem sobre a sensibilidade, energia vital e expressão do artista, seus desejos e as motivações da alma (inner song). A Bienal convidou Okwui Enwezor – explica Baratta – pela sua particular sensibilidade a estes fatos.”

“Curiger, Gioni, Enwezor: praticamente uma trilogia – sintetiza Paolo Baratta – 3 capítulos de pesquisa da Biennale di Venezia sobre as referências úteis para formular juízos estéticos sobre a arte contemporânea, questões criticas depois do fim das vanguardas e da arte ‘non arte’.”

“Okwui não pretende dar opinião ou prever algo, e sim, convocar a arte e os artistas de todas as partes do mundo e de diversas disciplinas: um Parlamento de Formas. Uma mostra global onde podemos questionar e escutar artistas de 53 países e de regiões que costumamos chamar de periféricas. Isto nos ajudará também a nos atualizarmos sobre a geografia e sobre os percursos dos artistas atuais, assunto que será objeto de um projeto especial: relacionado ao currículo dos artistas. Um Parlamento por uma Bienal de vitalidades variadas e intensas.”

“O que se expõe na Bienal nestes 120 anos de história da arte, são fragmentos de diversos ângulos e de naturezas variadas, tendo em vista que a Instituição opera na Arte, na Arquitetura, na Dança, no Teatro, na Música e no Cinema. (…) É o lugar das “imagens dialéticas”, segundo a expressão de Walter Benjamin.”

56º Esposizione Internazionale d’Arte: All the World’s Futures apresenta ARENA, um espaço ativo no Padiglione Centrale dei Giardini dedicado a uma contínua programação interdisciplinar com curadoria de Okwui Enwezor. A programação traz uma imponente leitura ao vivo dos três volumes de O Capital de Karl Marx. O Capital se torna uma espécie de Oratório: durante os 7 meses de abertura da Exposição a leitura ao vivo será um encontro sem previsão de continuidade.”

“Concebida pelo premiado arquiteto ganese-britânico David Adjaye, ARENA se distancia do lugar de fala, da arte do canto, do recital, das projeções de filmes para dar lugar ao palco de discussões. Partindo do ritual sikh de Akhand Path (uma recitação interrupta do livro sacro onde diversos leitores se alternam durante vários dias), O Capital será lido por atores como um texto de dramaturgia, regido pelo artista Isaac Julien.”

“Olaf Nicolai apresenta uma performance com inspiração na composição inovadora de Luigi Nono (em duas partes, Un volto, e del mare / Non consumiamo Marx, per voce e nastro magnetico) e nas recentes tentativas do compositor italiano de posicionar-se criticamente e politicamente através da música e inspirando-se desde a poesia de Cesare Pavese, aos escritos nos muros de Paris, às vozes registradas ao vivo e casuais durante manifestações nas cidades.
Joana Hadjithomas e Khalil Joreige apresentam uma performance cotidiana de leitura de seus livros de artista Latent Images: Diary of a Photographer, parte de Wonder Beirut contendo textos e 38 faixas fotográficas, selecionadas entre uma centena de rolos jamais revelados pelo fotógrafo libanese Abdallah Farah entre 1997 e 2006.
Jason Moran, com STAGED, mapeia e se aprofunda no tempo dos cantos de trabalho nas prisões, nos campos e nas casas.. Apresenta os cantos da prisão estadual de Louisiana (Angola), o tempo varia de 57 a 190 batidas por minuto.
Jeremy Deller esplora o tema das condições de vida e de trabalho nas fábricas, a partir do fim do século XIX até os dias de hoje baseando-se em material de arquivo.
Charles Gaines apresenta sua nova composição para a 56º Bienal de Arte de Veneza, parte do seu trabalho mais recente, Notes on Social Justice, uma série de desenhos em grande escala de partituras musicais de cantos.
Mathieu Kleyebe Abonnenc apresenta um memorial temporário da música e personalidade do músico, cantor e extraordinário compositor afroamericano Julius Eastman (1940-1990), o qual contribuiu para a música clássica, contemporânea e de vanguarda.
The TOMORROW digire sua atenção à “O Capital“ tentando imaginar os personagens e figuras que poderiam utilizar o repertório di Marx no contexto contemporâneo. Tales on Das Kapital é uma pesquisa que se propõe a interpretar teatralmente Il Capitale através da participação de sujeitos não modernos. The TOMORROW organizará seminários durante os fins de semana no intuito de investigar a dimensão narrativa e épica do texto de Marx.”

“Para conectar as duas sedes principais da Mostra (Giardini e Arsenale) teremos Saâdane Afif com The Laguna’s Tribute: Uma esquina com autofalantes em Veneza, performance que acontecerá em Via Garibaldi (Canal Grande). Espaço onde será apresentado ao público leituras e canções escritas por amigos do artista.”

“O Arsenale será palco de diversas performances, iniciando com o projeto de Jennifer Allora e Guillermo Calzadilla, In the Midst of Things: Coral  interpretando um arranjo de Die Schöpfung (A Criação), de Joseph Haydn.”

“Le Corderie receberá Theaster Gates com a instalação multimídia Martyr Construction. A obra levanta a questão do contínuo desmantelamento e desaparecimento das inúmeras igrejas pertencentes ao quarteirão étnico afroamericano e hispânico nos Estados Unidos.”

APRESENTAÇÕES ESPECIAIS
A exposição dedica atenção à uma perspectiva histórica sobre artistas vivos ou não. Em forma de pequena antologia são apresentados uma série de neon textuais realizados por Bruce Nauman entre 1972 início dos anos 80 – a um personagem de Harun Farocki compreendendo 87 filmes. La Biennale apresenta ainda obras do fotógrafo Walker Evans, com a edição original de Let Us Now Praise Famous Men; o cineasta Sergej Ejzenstejn; o artista multimídia Chris Marker; a artista tridimensional Isa Genzken; o escultor-compositor Terry Adkins; o regista Alexander Kluge; o artista tridimensional Hans Haacke; a artista conceitual Teresa Burga; o artita performático Fabio Mauri; o escultor Melvin Edwards; a artista plástica Marlene Dumas; o artista-ativista Inji Efflatoun; o land artist Robert Smithson; a artista plástica Emily Kngwereye; o regista Ousmane Sembène; o escultor Ricardo Brey;  o artista conceitual Adrian Piper, e outros artistas como Tetsuya Ishida e Georg Baselitz.”

“Esta união de práticas artísticas provenientes da Africa, Ásia, Austrália, Europa, América do Sul e América do Norte constitui pesquisa de conexões sobre como os artistas questionam a condição humana, ou exploram ideias específicas e áreas de de produção em suas obras.”

“The Invisible Borders Trans-African Project é uma organização fundada em 2009 na Nigeria que une artistas africanos – sobretudo fotógrafos, escritores e cineastas – envolvidos e apaixonados pelas mudanças sociais, para refletir a questão de fronteiras na África do século XXI.

Biennale Sessions
Pelo sexto ano consecutivo, o projeto Biennale Sessions dedicado a instituíções atuantes na pesquisa e formação no campo da Arte e afins, Universidades e Academias de Arte. Tem como objetivo facilitar a visita de 3 dias organizada pelos próprios grupos de 50 estudantes e docentes, bem como cria a possibilidade de organziação de seminários em locais de mostra com oferta gratuita, assistência a organziação da viagem e estadia.

Educacional
A atividade educacional envolverá grupos, escolas, estudantes, universidades, academias de arte, profissionais, empresas, apaixonados pelo assunto e famílias. A iniciativa prevê um envolvimento ativo dos participantes e está divida em Percurso guiado e atividades de Laboratório.

Editorial
O catálogo da Biennale Arte 2015 é composto por dois volumes. O evento propõe também um breve guia da Mostra com informações de todos os artistas. O projeto gráfico da exposição e de todos os produtos editoriais é assinado por Chris Rehberger e seu Estúdio Double Standards de Berlim. Todos os volumes são produzidos pela Editora Marsilio.

FONTE_http://www.labiennale.org/

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ENJOY LA BIENNALE DI VENEZIA 2015

Deni Corsino

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